Nossa estrutura

Saiba o que são distritos e distritos múltiplos.

Distritos Múltiplos

Para melhor administrar sua estrutura organizacional nos diversos países, Lions Clubs International decidiu adotar, convencionalmente, números e letras para definir os vários distritos de Lions Clubes, à medida que o Leonismo crescia no mundo.
 

Desta forma, os distritos são definidos por números e letras. Por exemplo, o distrito "115" representa o país de Portugal, "A" representa o Canadá, "B" representa o México, "D" representa toda a América Central, etc. No caso da América do Sul, por sua extensão, é correspondente às letras entre "E" e "T", onde pelo qual a Colômbia é o distrito múltiplo "F", o Peru é "H", o Uruguai é "J", o Paraguai é "M", a Argentina é "O", a Bolívia é "S", o Chile é "T" e assim por diante. Especificadamente, o Brasil é denominado pela letra "L".


Até 1999, o Brasil era constituído por um único distrito múltiplo denominado Distrito Múltiplo L Brasil. Sendo assim, com o intuito de reunir os LEO Clubes do extremo norte ao extremo sul do país, eram realizadas convenções (conferências) nacionais. A primeira convenção nacional de LEO Clubes do Brasil foi realizada no município de Belo Horizonte/MG, nos dias 17, 18 e 19 de julho de 1981, sob o patrocínio do Distrito LEO L-11, atualmente, Distrito LEO LC-4. Embora o Distrito Múltiplo ainda não existisse oficialmente, por causa da grandiosidade deste evento, acabou sendo considerado como a 1ª Convenção Nacional de LEO Clubes. O evento reuniu centenas de associados LEO e inúmeros Leões, entre eles o CL Augustin Soliva (Presidente Internacional AL 1996/1997), que na época era Diretor Internacional.

Na ocasião, o CLEO Geraldo Arruda Torres, do LEO Clube de Campinas/SP, foi escolhido para ser o "coordenador geral do distrito múltiplo", onde pelo qual teria a função de criar a estrutura de organização para o funcionamento do distrito múltiplo. Além disso, uma comissão foi formada com o intuito em criar o primeiro regulamento do distrito múltiplo. Esse regulamento, posteriormente, foi aprovado na segunda convenção nacional, realizada em Campinas/SP, nos dias 23, 24 e 25 de julho de 1982. Foi nesta convenção que oficialmente foi eleito, por aclamação, o primeiro presidente do Distrito Múltiplo, CLEO Luis Alberto Schuck, do LEO Clube de Estrela/RS. Com ele surgia o Maturidade, informativo oficial do distrito múltiplo.

No total, foram realizadas 19 convenções nacionais:

Fotos do CL Luís Henrique Tavares Barreto.

Naquela época, competia ao presidente deste distrito múltiplo visitar todos os clubes existentes no Brasil, dar aparato aos que necessitassem e ainda fundar novos clubes. Pode-se imaginar a dificuldade que existia para, por exemplo, visitar todo território nacional em sua extensão.

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Neste contexto, pelas dificuldades existentes, foi aprovado a pauta de divisão territorial na 45ª Convenção Nacional de Lions Clubes em Belo Horizonte/MG, onde pelo qual aguardou a aprovação da diretoria internacional. Uma linha de discussões fora iniciada e após ampla deliberação, em 2 de julho de 1999, no encerramento da 82ª Convenção Internacional realizada em San Diego (EUA), Lions Clubs International permitiu o início do projeto de divisão em quatro distritos múltiplos distintos, o que foi chamado de redistritamento. Os distritos múltiplos constituídos foram representados pelas letras LA, LB, LC e LD, mantendo-se ainda o "L" da identidade internacional. Seguindo esta ideia, os LEO Clubes obedecem às divisões de jurisdição criadas para Lions Clubes.

​A referida divisão entrou em vigor a partir da gestão 1999/2000 (em julho de 1999) e mantém-se até os dias atuais. Além de propiciar uma união às regiões longínquas e de difícil acesso, depois de divididas, houve uma considerável atenção voltada para realidades específicas, visto que cada novo múltiplo "deixou de olhar" somente para o contexto nacional e, assim, dar atenção às carências e problemas de cada região.

E os Distritos?

O Brasil é dividido em macro-regiões nacionais, isto é, distritos múltiplos, que por sua vez são compostos pela junção de micro-regiões, denominadas de distritos. Estes distritos são territórios que compõem uma junção de clubes, que por sua vez, compõem a junção de vários associados. Ao compararmos com a geografia, dizemos, por exemplo, que o distrito múltiplo é um país ou uma grande região (como o Sudeste), o distrito é um estado (como São Paulo) e o clube é uma cidade (como Potirendaba).

Aproveitando-se, ainda, deste exemplo, cada distrito tem um nome, e na medida em que vão surgindo em cada distrito múltiplo, recebem um nome e uma numeração, por exemplo: LC-1, LC-2, LC-3, LC-4.

Não é aleatória a escolha do nome dos distritos no Brasil e no mundo. Para exemplificar, Lions Clubs International reconhece assim a ordem de fundação no caso do DM LEO LB (LB-1, LB-2, LB-3, etc): o Distrito LB-1 tem este nome porque (no que hoje é a região do DM LB) teve o primeiro Lions Clube fundado na região, depois veio um clube a ser fundado no que é hoje o LB-2, depois um clube no LB-3 e assim sucessivamente, logo que alcançou também um número mínimo de associados e clubes para cada região.

Um distrito só existe também depois de uma solicitação formal dos governadores, numa convenção distrital, à Lions Clubs International. Desta forma, na história dos distritos e clubes do Brasil, os mais novos se deram no que hoje é o Distrito Múltiplo LD, situado na região sul.

O LEO Clube não pode fazer divisões de distrito ou mudar aleatoriamente de um para outro. Patrocinados por Lions Clubes, as obrigações de um LEO devem respeito e prudência, inclusive o de se respeitar a jurisdição determinada pelos Lions Clubes após as deliberações feitas numa convenção internacional.

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Referências

  • REDISTRAMENTO do DM L. Disponível em: <http://www.lions.org.br/nacional/redistra.htm>. Acesso em: 20 nov. 2017.

  • BARROS, Mallu Mendonça de; SEVERINO, Carlos Henrique Lima (Org.). Cartilha de LEO Clubes do Brasil. 1ª. ed. Bragança/PA: [s.n.], 2006. 75 p.

  • BARROS, Mallu Mendonça de. LEO Clube: Ao Alcance das Mãos. 1ª. ed. Goiânia/GO: [s.n.], 2008. 97 p.

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